domingo, 28 de maio de 2017

Born to Care # 2

Yes I do fear the day that I die.
Will you bring me water the day that my well runs dry?

Tem horas que a única coisa a se fazer é dar colo. Vontade de ter mil braços e mãos só pra afagar os cabelos, acalmar, amainar todas as fragilidades. Mas não tem colo suficiente! Sei que muito do que sinto é consequência do que já vivi. Sei que, apesar da aparência, ele não é tão frágil como sinto. Entretanto, bastam alguns olhares, algumas pequenas trocas de palavras e esse meu sentir transborda. Será que isso é bom?

Adoro dirigir, ele cansado ao meu lado, recosta sua cabeça em meu corpo e adormece. Ou, como há pouco, literalmente em meu colo, respirando pausadamente. Ele sempre diz que são os momentos em que se sente totalmente seguro. E que ele não quer nada mais que isso, essa certeza de poder não pensar em nada, entregando pra mim a sua alma. Tem colo suficiente?

Life is so beautiful that death has fallen in love with it.

Uma frase que ele disse hoje me assustou muito. Ele falou que, quando está comigo, é como se o seu coração conseguisse falar direto com o meu, sem a necessidade do uso das palavras, apenas pela proximidade de nossos corpos. Quantas vezes, lá no passado, meu outro amor dizia coisas quase que exatamente dessa forma! E eu me sentia, como hoje, forte, mas insuficiente ao mesmo tempo! É uma felicidade doída de tão grande... uma explosão que se contém, embora requeira cada vez mais espaço pra se expandir.

Se amar é não ser minimamente egoísta; se amar é ter cuidado com tudo, até com as pequenas coisas que se revelam; se amar é pensar precipuamente em trazer felicidade, carinho e segurança a quem se ama, então posso dizer que estou amando. E sou amado.

You are so beautiful and I have fallen in love with you.

PS: E do jeito que tudo está caminhando, mais cedo do que penso não terei mais que ficar angustiado por apenas poder ouvir sua voz à distância. Que o bom filho torne à sua casa...



sábado, 13 de maio de 2017

Some Ride

Sorte. Apesar de tudo, de todos os meus desacertos, meus descaminhos, inclusive aqueles que a vida me ofereceu sem eu ter pedido, sei e confio verdadeiramente na minha sorte por ser e viver como sou e vivo. Grande parte desse sentimento se associa ao fato de, desde muito jovem, sempre ter existido um lugar no mundo (um ninho, rs) que eu pudesse chamar de meu. Com o exato entendimento e sensação de pertencer a este lugar.  E mesmo quando eu sentia que algo (força?) externo à minha vontade original me empurrava para fora de onde eu estava, pouco tempo depois a sensação do pertencimento voltava a se fazer presente. Muita sorte isso!

Um pensamento: é feliz quem tem um lugar onde gosta de ficar. Outro: será que essa felicidade se aloja nas coisas, no espaço, na composição de tudo o que fizemos nesse lugar? Penso que não. As materialidades do “nosso” lugar apenas são a face visível de todas as lembranças que a elas associamos. Elas são os registros de nossas possibilidades de ser feliz. A felicidade verdadeira, aquela que nos faz ter vontade de respirar sempre e novamente só possui uma origem: o amor. Para mim é muito simples: não acredito que alguém que pensa não precisar de nada pra ser feliz possa amar alguma coisa; assim como não acredito que alguém que não ama nada possa se sentir realmente feliz.

O amar é condição primeira do ser feliz. Mais: amar não é um meio, nem um fim, ou um princípio, nem destino. O amar é uma condição!

O amor não se percebe - nem é para perceber. O amor é simplesmente um estado de quem se sente; é a nossa alma a desatar os nós com que a vida (e nossas “racionais” escolhas) traçou nosso enredo.

Amar é arriscar. Tudo!

PS1: Uma semana de “férias” em Tampa. Estava merecendo! (rs) Voltei hoje à tarde. Não cheguei nem perto da empresa! Nem virtualmente... Uma semana...

PS2: Quando estamos de mãos dadas me sinto como num barco. Sobre as ondas navegamos. E mesmo que as ondas se agitem, nossas mãos juntas são como âncoras feitas da mesma matéria dos oceanos. Navegando por aquilo que somos, nossos corpos se misturam. E o que existe dentro de mim e dentro de você se espalha ao nosso redor. Sem fronteiras e suas necessidades. Eu sei que você entende o que eu digo e também o que eu não sei dizer. Entende meus olhos e minha respiração. E eu... amo você.

PS3: Você me emociona tanto, mas tanto, que eu apenas só consigo me sentir feliz...

... All I need is a reason to ride, and I'll ride all right…


terça-feira, 11 de abril de 2017

Am I a Hidden Treasure?

Agora sim, está como eu gosto! Nunca acima de 20 graus! Começo a apreciar as belezas do lugar. Que ficam ainda mais belas quando temos algo que palavra alguma expressa melhor: esperança!

Joint Venture. Mas, não são duas empresas! Cria-se uma, então. Mas, existe alguma chance da “mãe” encarar essa "aventura" (rs) com um filho tresloucado, que nem consegue se sustentar? Se for mãe de verdade... Planilhas, cálculos, noites nevadas, receios... haja esperança! É tudo tão diferente quando consideram você como alguém que, de fato, só está interessado em construir um novo caminho para todos. E nem é preciso que se fale explicita e objetivamente, pois os olhares e as proximidades revelam muito mais que as palavras. Tão bom isso!

E cinde aqui e funde ali e encaixa e estorna e... fácil não é, definitivamente! Acabou? Ainda não. No entanto, quase tenho certeza. Pra que serve a esperança, não é! Big Boss já comprou. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (rs)

PS: Nesse ínterim, foi um pra cá e dois pra lá. Tão bom esses encontros! Além do que... é primavera. Dessa vez teve um banjo maravilhoso! Alguém aí, por acaso, já foi chamado de “hidden treasure”? Quase morro de vergonha! (rs)